O padrão errado é usar o modelo mais forte como default
A maior parte do trabalho de um projeto não é difícil. É repetitivo, mecânico e já está decidido. Criar migration, escrever o CRUD, gerar o teste a partir de uma spec pronta, renomear um método em trinta arquivos, escrever o README, montar a mensagem de commit. Nada disso exige capacidade de raciocínio de topo. Exige obediência.
O que exige capacidade de topo é outra coisa: decidir o modelo de dados, escolher o contrato da API, revisar o diff inteiro procurando o que ninguém pediu, e auditar controle de acesso pensando como quem quer burlar.
Quando você joga o projeto inteiro no modelo mais caro, você paga preço de decisão para comprar digitação. E quando você joga o projeto inteiro no modelo mais barato, você compra digitação boa e decisão ruim, que é o defeito que só aparece três semanas depois.
A régua de roteamento existe para separar essas duas coisas dentro da mesma missão. Não é escolher um modelo para o projeto. É escolher um modelo por tarefa.
Sobre dinheiro, uma frase e seguimos: a distância de preço entre a camada de topo e a camada econômica é de ordem de grandeza, não de porcentagem. A economia é consequência da régua, nunca o assunto dela. O assunto é acertar o tamanho.